A vida é um imenso mar revolto, pleno de agitações e sobressaltos, provocados pelos ventos do confronto e da discórdia.
A vida é um imenso mar revolto, constantemente sujeito às mutações originadas pelas diversas fases da Lua e pelo decurso imprevisível dos fenómenos metereológicos.
Há que atravessá-la de peito aberto e consciência limpa, de coração fremente e alma grata, sob pena de se tornar num longo, tortuoso e interminável martírio. Desta forma, a compreensão e estima que temos pelas circunstâncias da vida de cada um, não nos podem fazer afastar ou esquecer os nossos próprios princípios e parâmetros de vivência. Respeitando sempre, incansavelmente, os dos outros, mas sendo, igualmente, perenes, na manutenção dos nossos.
De facto, cada um de nós dispõe dos seus próprios valores e maneiras de se mover e de actuar, isoladamente ou em conjunto com os outros. São estes que nos definem enquanto pessoas e nos caracterizam e distinguem face a todos quantos nos rodeiam. Mudá-los, alterá-los, corresponderia a obnubilar a nossa própria identidade e a distanciar-nos de nós com consequências que, de tão nefastas, seriam, em grande parte, imprevisíveis.
O que se mostra, pois, essencial, é que mantenhamos confiança nas nossas capacidades e aptidões, demonstremos apego à amizade e compreensão dos demais e procedamos sempre, em todos os momentos, com rectidão e lisura.
Tudo o mais é despiciendo. Em nada nos engrandece ou beneficia. E só nos poderá granjear incómodos e distracções daquilo que é essencial. E o que é básico e fundamental é o que nos une aos demais: o afecto, o carinho...o amor. Sem os quais a nossa vida será sombra, destituída de luz, sentido ou guião.
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
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